Cuidar de si

Crise de ansiedade: o que fazer no momento e o que ajuda depois

Por Tania Gobbi · Terapeuta integrativa e psicanalista Publicado em 29 de junho de 2026 9 min de leitura

Se você chegou até aqui no meio de uma crise, respire comigo: isso vai passar. Por mais assustadora que uma crise de ansiedade seja, ela tem começo, meio e fim, e o seu corpo sabe voltar ao normal. Você está em um momento difícil, mas você está segura.

Quero que este texto seja, antes de tudo, um lugar de acolhimento. A crise de ansiedade dá medo justamente porque o corpo reage de forma intensa, e a mente interpreta essas reações como sinal de que algo terrível está acontecendo. Entender o que se passa já ajuda a tirar parte desse pavor.

O que acontece em uma crise de ansiedade

Durante uma crise, o corpo dispara o mecanismo de alarme como se houvesse um perigo iminente, mesmo quando não há. O coração acelera, a respiração fica curta, pode dar tontura, formigamento, calor, tremor, a sensação de que vai perder o controle ou de que algo muito ruim vai acontecer.

Essas sensações são desconfortáveis, mas não são perigosas em si. Elas são uma descarga intensa de adrenalina, e o corpo é feito para que isso volte ao equilíbrio sozinho, em geral em alguns minutos. Saber disso não faz a crise ser agradável, mas ajuda você a não lutar contra ela, e é a luta que costuma alimentar o ciclo.

O que fazer no momento da crise

Não existe uma fórmula que sirva igual para todo mundo, mas alguns passos costumam ajudar a atravessar o pico da crise com mais segurança:

  • Lembre-se de que vai passar. Diga para si mesma, com gentileza: isto é uma crise de ansiedade, é desconfortável, mas não é perigoso, e vai diminuir.
  • Desacelere a respiração. Inspire pelo nariz contando até quatro, segure um instante e solte o ar bem devagar pela boca, mais longo do que a inspiração. Repita algumas vezes, sem pressa.
  • Ancore-se no presente. Olhe ao redor e nomeie cinco coisas que você vê, quatro que pode tocar, três que escuta. Isso traz a mente de volta para o aqui e agora.
  • Sinta os pés no chão. Perceba o contato do corpo com o chão ou com a cadeira. Esse simples gesto ajuda a lembrar o corpo de que ele está apoiado e seguro.
  • Não exija que passe na hora. Quanto menos você briga com as sensações, mais rápido elas perdem força. Acolha a onda em vez de tentar empurrá-la.

Se puder, fique em um lugar mais tranquilo e, se ajudar, avise alguém de confiança que está por perto. Não há nada de errado em pedir companhia nesse momento.

Você não precisa fazer a crise ir embora pela força. Precisa apenas atravessá-la, e você é capaz disso.

Depois que a crise passa

Quando o pico diminui, é comum sobrar um cansaço grande, às vezes vergonha ou medo de que aconteça de novo. Vá com calma. Esse é o momento de se tratar com o mesmo cuidado que você teria com uma amiga querida que acabou de passar por um susto.

  • Beba água, respire e dê um tempo ao corpo antes de voltar à correria.
  • Evite se cobrar por ter tido a crise. Ela não é sinal de fraqueza, é o seu sistema avisando que anda sobrecarregado.
  • Se conseguir, anote o que estava sentindo e vivendo antes. Com o tempo, esses registros ajudam a entender os gatilhos.
  • Trate o episódio como um recado importante, não como um fracasso. Algo dentro de você está pedindo cuidado.

Por que as crises se repetem

Crises de ansiedade costumam aparecer quando há uma carga emocional acumulada há muito tempo sem espaço para ser elaborada. Elas raramente são sobre o momento exato em que acontecem; são sobre tudo o que foi sendo represado e, em algum ponto, transborda.

Por isso, aprender a acalmar a crise é importante, mas não é o suficiente. Para que elas percam força de verdade, o caminho é olhar para a raiz, para aquilo que está gerando tanto alerta dentro de você. Esse cuidado mais profundo é o que ajuda a construir, aos poucos, um lugar seguro por dentro.

Quando é hora de buscar ajuda

Se as crises são frequentes, muito intensas ou estão limitando a sua vida, é importante buscar acompanhamento. O trabalho terapêutico de acolhimento emocional ajuda a entender e a cuidar da raiz, e o acompanhamento médico ou psicológico é fundamental quando os sintomas pedem esse suporte. Um caminho não exclui o outro, e procurar ajuda é um gesto de coragem e de cuidado consigo.

E se em algum momento o sofrimento parecer insuportável, ou se vierem pensamentos de não querer mais viver, por favor, peça ajuda imediatamente. O CVV, Centro de Valorização da Vida, atende de graça e em sigilo, 24 horas por dia, pelo telefone 188. Em uma emergência, procure o serviço de saúde mais próximo. Você não está sozinha, e a sua dor merece ser ouvida.

Um caminho mais sereno é possível

Conviver com crises de ansiedade é exaustivo, eu sei. Mas o seu estado de hoje não é o seu destino. Quando a gente cuida do que está por baixo das crises, com acolhimento e no tempo certo, é possível ir construindo uma relação mais tranquila com você mesma, em que o medo deixa de ditar as regras.

Se você quiser caminhar com companhia nessa travessia, eu estou aqui para te escutar. Não para fazer a ansiedade sumir de um dia para o outro, mas para te ajudar, com cuidado, a voltar a ser você, sem o medo no comando.

Um lembrete com carinho: este texto tem caráter informativo e de acolhimento emocional. O trabalho terapêutico da Tania é integrativo e voltado ao autoconhecimento e ao bem-estar, e não substitui acompanhamento médico, psiquiátrico ou psicológico quando ele é necessário. Se você estiver passando por um momento de crise intensa ou sofrimento que parece insuportável, peça ajuda agora mesmo: o CVV atende de graça, 24 horas, pelo telefone 188, e em uma emergência você pode procurar o serviço de saúde mais próximo.

Quer um espaço para olhar isso com calma?

A primeira sessão é um encontro de 1h30, online ou presencial em São José dos Campos, para você ser ouvida sem pressa e entender a raiz emocional do que está sentindo. Se quiser, me chame no WhatsApp e a gente conversa sobre o seu momento.

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Dúvidas frequentes

Perguntas que costumam aparecer

No momento da crise, ajuda lembrar que ela é desconfortável mas não é perigosa e vai passar. Desacelere a respiração soltando o ar bem devagar, ancore-se no presente nomeando o que você vê e ouve, sinta os pés no chão e evite brigar com as sensações. Quanto menos você luta contra a crise, mais rápido ela perde força. Se ajudar, fique num lugar tranquilo e peça companhia.
As sensações de uma crise são intensas e assustadoras, mas em si não são perigosas. Elas são uma descarga de adrenalina, e o corpo é feito para voltar ao equilíbrio sozinho, em geral em alguns minutos. Ainda assim, se as crises são frequentes ou muito intensas, é importante buscar acompanhamento para investigar e cuidar do que está por trás.
Elas costumam aparecer quando existe uma carga emocional acumulada há muito tempo sem espaço para ser elaborada. Raramente são sobre o momento exato em que acontecem, e sim sobre tudo o que foi represado e em algum ponto transborda. Por isso, acalmar a crise ajuda, mas olhar para a raiz é o que faz elas perderem força de verdade.
Quando as crises são frequentes, muito intensas ou estão limitando a sua vida. O trabalho de acolhimento emocional ajuda a cuidar da raiz, e o acompanhamento médico ou psicológico é fundamental quando os sintomas pedem esse suporte. Se o sofrimento parecer insuportável ou surgirem pensamentos de não querer mais viver, peça ajuda imediatamente: o CVV atende de graça, 24 horas, pelo telefone 188.
O trabalho terapêutico de acolhimento emocional ajuda você a entender os gatilhos, a dar nome ao que sente e a cuidar da carga que está por trás das crises, construindo aos poucos um lugar mais seguro por dentro. Não é uma promessa de que tudo desaparece de um dia para o outro, é um caminho de cuidado, no seu tempo, para que o medo deixe de comandar a sua vida.
Do seu jeito, no seu tempo

Não é virar outra pessoa. É voltar a ser você, sem o medo no comando.

Aqui a gente trabalha você inteira: corpo, mente e emoções. A primeira sessão é por R$ 147, online ou presencial em São José dos Campos. Quando você sentir que é a hora, eu estou aqui.

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